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O centro de pesquisas 6G é uma iniciativa inédita na América Latina
O Smartness faz parte do Programa Centro de Pesquisas em Engenharia (CPE) da FAPESP. Que promove parcerias entre centros de pesquisa universitários e empresas para promover a inovação tecnológica. O acordo foi anunciado no primeiro semestre e as negociações foram promovidas com o apoio da Agência de Inovação Innova Unicamp. Segundo Mateus Santos, diretor de pesquisa da Ericsson Brasil, a iniciativa é inédita no Brasil e na América Latina. "O centro de pesquisa pioneiro em telecomunicações e redes de computadores focou no desenvolvimento de conectividade móvel avançada de várias perspectivas industriais. Acadêmicas e sociais para fortalecer a liderança do Brasil e aumentar sua competitividade", observa Santos. Com o objetivo principal de renovar e desenvolver as redes 5G e se preparar para o 6G. O grupo desenvolve tecnologias de processamento de tráfego para agilizar a comunicação de forma descentralizada. E possibilitar o uso da Internet que não seria possível com a infraestrutura existente. Esses desenvolvimentos podem ser aplicados a braços robóticos, carros, salas de aula e muito mais.Financiamento de longo prazo e descoberta de talentos
A inteligência tem financiamento de longo prazo e independência de recursos. Ao todo, R$ 56 milhões em investimentos financeiros e outros serão distribuídos em dez anos. FAPESP e Ericsson pagarão R$ 14 milhões cada. A Unicamp investe R$ 28 milhões em salários de pesquisadores e pessoal de apoio, infraestrutura e instalações. Os resultados produzidos pelo centro de pesquisa produzem publicações de influência internacional que as empresas suecas podem usar em seus produtos e serviços. Além disso, eles são capazes de criar pequenas empresas e divisões acadêmicas, ajudar a formar parcerias com outras empresas. E promover o empreendedorismo de base tecnológica no país. O centro também ajuda a formar profissionais altamente qualificados. Para o professor Rothenberg da FEEC-Unicamp, esta é uma excelente oportunidade para captar talentos interessados em visão inteligente. "Poucos programas oferecem um financiamento de longo prazo tão sustentável. Além disso, devido a um mercado tão acirrado na região, vemos isso como uma forma de manter esses profissionais no Brasil", enfatizou.*Fonte de pesquisa: UOL A proposta do Centro de Investigação em Engenharia de Serviços e Redes Inteligentes 2030 vai além da simples inovação em telecomunicações; trata-se de um ecossistema que visa revolucionar a forma como nos conectamos e interagimos com a tecnologia. À medida que o mundo se prepara para a transição do 5G para o 6G, a necessidade de uma infraestrutura robusta e eficiente torna-se cada vez mais premente. O centro não apenas se propõe a criar soluções para o presente, mas também a antecipar as demandas do futuro. Com a evolução das tecnologias de rede, é essencial que as pesquisas abordem questões como a segurança, a privacidade e a sustentabilidade das comunicações. Pesquisadores estão explorando como garantir que os dados trocados nas redes sejam protegidos contra ciberataques, além de investigar maneiras de minimizar o consumo de energia associado à transmissão de dados. Isso se alinha com as crescentes preocupações globais sobre a pegada de carbono das tecnologias da informação e comunicação. Outro foco importante do centro é a questão da inclusão digital. À medida que as tecnologias avançam, é crucial garantir que todas as camadas da sociedade tenham acesso a essas inovações. Isso implica em desenvolver soluções que sejam acessíveis e praticáveis mesmo em áreas remotas ou desfavorecidas. O trabalho de pesquisa será direcionado também para criar redes que possam adaptar-se automaticamente às condições locais e às necessidades dos usuários, promovendo um ambiente digital mais democrático. Além disso, o Smartness Center busca estimular a criatividade e a colaboração entre diferentes áreas do conhecimento. Isso significa que engenheiros, cientistas da computação, designers e profissionais de ciências sociais trabalharão lado a lado para criar soluções integradas. Essa abordagem multidisciplinar não só enriquece o processo de inovação, mas também permite que as pesquisas tenham um impacto mais significativo e abrangente na sociedade. O centro também está comprometido em se tornar um polo de atração para estudantes e jovens talentos. Programas de estágios, workshops e eventos de networking serão organizados regularmente, oferecendo aos alunos a oportunidade de se envolverem diretamente em projetos de ponta e interagirem com profissionais experientes do setor. Essa troca de conhecimentos e experiências é fundamental para o desenvolvimento das habilidades necessárias para enfrentar os desafios da nova era digital. Por fim, a visão do Centro de Investigação em Engenharia de Serviços e Redes Inteligentes 2030 é clara: ser uma referência global em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de comunicação de próxima geração. Ao unir instituições acadêmicas e o setor privado, o centro não só contribuirá para o avanço das telecomunicações no Brasil, mas também se tornará uma plataforma de inovação que poderá inspirar iniciativas semelhantes em outras partes do mundo. Essa sinergia pode transformar o Brasil em um protagonista na corrida pelo futuro das comunicações móveis, garantindo assim um legado duradouro de avanço tecnológico e desenvolvimento econômico.